O autor do blog
-
Opa!
- 27,802 visitas até hoje!
Categorias
Arquivos
Arquivo do dia: 29/03/2011
Te encontrarei em outra vida, quando seremos gatos.
Assustado com este pensamento
Embora nem sempre ele passe pela minha cabeça
Quando ele vem, não provoca arrepios
Ocasialmente, dentro do meu cérebro, ele grita…
-
Eu não te conheço mais
Eu realmente não conheço
-
Eu ouço risadas que não são nossas
Vozes sem o nosso conhecimento
Chocaram-se sem a nossa harmonia
O quão ferrado é isso?
-
Eu vejo pessoas que se movem como você
Uma expressão em um rosto estranho…
Eu vejo você em alguns lábios
Em um rápido movimento da sobrancelha
Mas os seus olhos, eles são insubstituíveis
E eu não vou mais olhar pra eles
-
É agora que eu respiro para não quebrar
uma rara conexão de pensamento entre nós, eu preciso parar
É aqui que eu tenho que esquecer de todos os momentos fugazes que eu disse a mim mesmo que ia lembrar para sempre
-
Próximo à sua rua
Praias estreladas, estrelas cadentes
Areia no meu cabelo, perfeitamente posicionadas
E sob a escuridão do céu
Estávamos quentes
Estávamos pegando fogo
-
Eu não te conheço mais
Eu realmente não conheço
-
Eu costumava achar que através das multidões
Nós nos encontraríamos
Que nós estaríamos cosmicamente em sincronia
Eu achei que seríamos Rei e Rainha
Realeza, Poderoso
-
Agora eu me encontro aqui
Nossa praia é quieta, a areia não é bem-vinda
Um mar frio e escuro apaga o nosso brilho
Você na próxima esquina, enviando arrepios na minha direção
Tão perto, tão longe
Quanto será que a ironia pode machucar?
-
Todos esses rostos desconhecidos
Com algumas semelhanças patéticas de seus atributos
Eles não vão servir
Eu preciso desses olhos pra me derreter
Me manter, me moldar
Moldar de volta o meu sorriso
-
Você fica nostálgico
Pela magia dos nossos momentos?
E agora, você está feliz?
Você substituiu os meus olhos?
Eu desejo por momentos inesperados
Em que voarei por você através do destino
-
As palavras fluíram tão casualmente da sua boca
Enquanto me cortavam
Enquanto eu sentava lá e a encarava
Aqueles olhos insubstituíveis, esse pensamento tão assustador
Eu não entendi
Nenhum remorso da sua parte
“Sinto muito”
-
Eu costumava pensar
Que o mundo me traria de volta pra você
Pensei que éramos intocáveis
nos sonhos, voávamos alto como pipas
bonitos
flutuando nas nuvens
montando em um raio através da chuva
Eufóricos
-
Eu não te conheço mais
Eu realmente não conheço
-
Talvez por acaso, a sorte vai me encontrar de novo
Eu me acalmarei em braços temporários
Você vai devolver o meu sorriso durante algumas horas
E vamos bater papo
Rir das nossas piadas
Reacender os fogos-de-artifício entre nós, para que o mundo todo possa ver
Dançar com milhões de cores, vamos iluminar o céu
E nossos corações estarão quentes novamente
Mas até então
-
É hora de secar meus olhos
não acreditar em conto-de-fadas
colocar de lado as possibilidades de “felizes para sempre”
Sem nem mesmo perguntar porque
Eu estou misteriosamente isolado
Sob estrelas que caem.
-
-
Ponto final!
Traduzido livremente daqui.
Publicado em Poesias

