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Arquivo do mês: março 2011
Te encontrarei em outra vida, quando seremos gatos.
Assustado com este pensamento
Embora nem sempre ele passe pela minha cabeça
Quando ele vem, não provoca arrepios
Ocasialmente, dentro do meu cérebro, ele grita…
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Eu não te conheço mais
Eu realmente não conheço
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Eu ouço risadas que não são nossas
Vozes sem o nosso conhecimento
Chocaram-se sem a nossa harmonia
O quão ferrado é isso?
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Eu vejo pessoas que se movem como você
Uma expressão em um rosto estranho…
Eu vejo você em alguns lábios
Em um rápido movimento da sobrancelha
Mas os seus olhos, eles são insubstituíveis
E eu não vou mais olhar pra eles
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É agora que eu respiro para não quebrar
uma rara conexão de pensamento entre nós, eu preciso parar
É aqui que eu tenho que esquecer de todos os momentos fugazes que eu disse a mim mesmo que ia lembrar para sempre
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Próximo à sua rua
Praias estreladas, estrelas cadentes
Areia no meu cabelo, perfeitamente posicionadas
E sob a escuridão do céu
Estávamos quentes
Estávamos pegando fogo
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Eu não te conheço mais
Eu realmente não conheço
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Eu costumava achar que através das multidões
Nós nos encontraríamos
Que nós estaríamos cosmicamente em sincronia
Eu achei que seríamos Rei e Rainha
Realeza, Poderoso
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Agora eu me encontro aqui
Nossa praia é quieta, a areia não é bem-vinda
Um mar frio e escuro apaga o nosso brilho
Você na próxima esquina, enviando arrepios na minha direção
Tão perto, tão longe
Quanto será que a ironia pode machucar?
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Todos esses rostos desconhecidos
Com algumas semelhanças patéticas de seus atributos
Eles não vão servir
Eu preciso desses olhos pra me derreter
Me manter, me moldar
Moldar de volta o meu sorriso
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Você fica nostálgico
Pela magia dos nossos momentos?
E agora, você está feliz?
Você substituiu os meus olhos?
Eu desejo por momentos inesperados
Em que voarei por você através do destino
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As palavras fluíram tão casualmente da sua boca
Enquanto me cortavam
Enquanto eu sentava lá e a encarava
Aqueles olhos insubstituíveis, esse pensamento tão assustador
Eu não entendi
Nenhum remorso da sua parte
“Sinto muito”
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Eu costumava pensar
Que o mundo me traria de volta pra você
Pensei que éramos intocáveis
nos sonhos, voávamos alto como pipas
bonitos
flutuando nas nuvens
montando em um raio através da chuva
Eufóricos
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Eu não te conheço mais
Eu realmente não conheço
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Talvez por acaso, a sorte vai me encontrar de novo
Eu me acalmarei em braços temporários
Você vai devolver o meu sorriso durante algumas horas
E vamos bater papo
Rir das nossas piadas
Reacender os fogos-de-artifício entre nós, para que o mundo todo possa ver
Dançar com milhões de cores, vamos iluminar o céu
E nossos corações estarão quentes novamente
Mas até então
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É hora de secar meus olhos
não acreditar em conto-de-fadas
colocar de lado as possibilidades de “felizes para sempre”
Sem nem mesmo perguntar porque
Eu estou misteriosamente isolado
Sob estrelas que caem.
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Ponto final!
Traduzido livremente daqui.
Publicado em Poesias
Juju
A prima mais linda que tenho nessa vida escreveu para mim algo que me comoveu, de verdade. Pra deixar registrado aqui no blog, vou postar.
Obrigado, Ju! I love you.
Às vezes, você acha que não vai aguentar.. às vezes, você tem certeza.
Às vezes, você acha que é o fim do mundo.. às vezes, você tem certeza.
Às vezes, você acha que é melhor morrer.. às vezes, você tem certeza.
Às vezes, você acha que é o fim do mundo.. às vezes, você tem certeza.
Às vezes, você acha que é melhor morrer.. às vezes, você tem certeza.
Acontece que essa dor sempre passa.
Acontece que essa dúvida sempre passa.
Acontece que esse sentimento sempre passa.
O tempo cura.
O tempo acalenta.
O tempo nos transforma.
O tempo nos faz mais fortes.
Dê respeito a quem te dá respeito.
Dê valor a quem te dá valor.
Dê carinho a quem te dá carinho.
Dê vida a quem te dá vida…
Em todo caso, sentindo-se assim novamente, pode chamar.. porque aqui, sempre terá alguém para te ajudar a jogar fora o que não serve mais.. Ou, no mínimo, a te ajudar a comer uma pizza e tomar umas cervejas.
Te amo, Celo! Te espero aqui…
Sobre mim #2
Não sou um cara normal
(Re)descobri isso hoje.
Não tenho raiva das pessoas
Por mais que algumas façam por onde.
Não quero o mal de ninguém
E nem sei dizer o porquê.
Não sou o cara da esquina
Que você comumente vê por aí
Tropeçando, falando asneiras
Falando mal da vida alheia.
E me pergunto, quando as pessoas tomam suas decisões
O que vale mais, um que importa ou cem que não ligam?
Por mais que se negue
Não dá pra fugir do que é real.
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Eu trabalho, estudo
talvez nem seja assim, o aluno mais aplicado
Mas a minha parte, sigo fazendo
Mesmo que por alguns instantes, por algumas horas, por alguns dias no mês
Eu duvide de todas as escolhas que fiz
Eu duvide de todos os caminhos que segui
Eu duvide de todas as minhas certezas
No final do dia eu me olho no espelho e penso….
Igual a você eu nunca vi, Marcelo.
Um dos poucos comprometidos
a carregar valores tão raros hoje em dia…
Igual a esse cara do outro lado do espelho
nunca irá existir.
Publicado em Ensaios

